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História dos Majors de CS: 24 edições, 7 campeões e o Brasil no meio de tudo

História dos Majors de CS: 24 edições, 7 campeões e o Brasil no meio de tudo

Por Redação Retake.lat 03/04/2026 16:04 6 min de leitura

História dos Majors de CS: 24 edições, 7 campeões e o Brasil no meio de tudo

Desde 2013, os Majors de Counter-Strike são o auge do esporte eletrônico competitivo. Não é só um torneio — é THE torneio. Aquele que todo player quer ganhar, aquele que fica na história. A gente tá falando de 24 edições de puro CS, desde aquele PGL Katowice 2014 com prize pool de $250 mil dólares até hoje com $1.25 milhão em jogo. Muita coisa mudou nessas duas décadas de Major, e a história do Brasil nela é absolutamente brutal.

Os primeiros passos: Katowice 2014 e a era Fnatic

Tudo começou em janeiro de 2014 em Katowice, Polônia. Fnatic levou o primeiro Major de CS:GO com $250 mil em prize pool — cifra que parecia gigante na época. O roster tinha Potti, SpawN, KRIMZ e um jovem sueco que ninguém esperava dominar tanto: olofmeister. Mas o que ninguém sabia é que Fnatic ia criar uma dinastia nos anos seguintes.

De 2014 até meados de 2015, Fnatic foi praticamente imbatível. Olofmeister estava em outro nível — o cara peeking, sprayando, HS tomando multikill. Fnatic ganhou o Major de Cologne 2014, depois o de Katowice 2015. Enquanto isso, o resto do mundo tentava entender como perder menos rounds pro time sueco. Foi a época em que Counter-Strike finalmente explodiu como esporte mainstream, e Fnatic foi o carrasco de tudo.

O Brasil chega com tudo: Luminosity e SK Gaming 2016

Aí vem 2016. Ano em que o Brasil mostrou pro mundo que Counter-Strike não era só europeu. Luminosity Gaming — depois SK Gaming — com FalleN como IGL, coldzera no rifling, HEN1, TACO e fer montaram um time que era simplesmente diferente. O jogo tático, a execução, a economia. Era outro nível.

MLG Columbus 2016 foi o first Major do Brasil. Coldzera tinha um rating de 1.37 em todo o torneio — número que faz qualquer pro player virar estátua de inveja. O cara estava literal em every clutch, em todo round que importava. MVP da final? Coldzera. Mas aquilo foi só o começo da loucura brasuca.

Dois meses depois, ESL Cologne 2016. O mesmo team, o mesmo FalleN chamando as estratégias, o mesmo coldzera crashing. Rating de 1.37 novamente. MVP novamente. Dois Majors consecutivos. Duas performances absurdas. Naquele momento, Brasil era CS.

Quando você ve coldzera com 1.37 de rating em dois Majors seguidos, você entende por que o cara é considerado um top 5 all-time. Não é só o fragger — é a consistência em pressão máxima. FalleN como IGL provou que você não precisa ser o melhor aimador pra ser o melhor jogador. O call dele, a paciência, a anti-eco que funcionava — tudo revolucionou CS competitivo.

Astralis chega e domina: 2017-2019

Mas nada é pra sempre. 2017 chegou com Astralis pronto pra terminar a conversa. Time dinamarquês com gla1ve como IGL, device no rifling, dupreeh, xyp9x e Kjaerbye montaram a máquina mais eficiente que Counter-Strike já viu.

Astralis ganhou 4 Majors no total — e 3 desses foram consecutivos. Pensão em 2017, 2018 e 2019. O time tinha anti-bots: xyp9x em clutch era unkillable, device com o rifle era laser, gla1ve chamando execuções que pareciam script. Ninguém conseguia ganhar map contra Astralis. Era como jogar contra uma IA programada pra CS.

A dominância da Astralis 2017-2019 foi tão intensa que quando perdiam era considerado newsworthy. Tweets em todo lugar, “ASTRALIS PERDEU UM MAP”. Eles tinham um nível tão acima que perder qualquer coisa parecia anômalia. Com 4 títulos de Major, Astralis entrou pra história pra ficar.

S1mple em Stockholm 2021: o momento do GOAT

2020 e começo de 2021 foram caóticos — pandemia, tournaments parados, ninguém sabia quando Majors voltavam. Quando voltou, foi em Stockholm, Suécia, em 2021. E aí entrou Oleksandr Kostyliev, mais conhecido como s1mple.

S1mple é o melhor jogador que Counter-Strike nunca viu. Visão de jogo insana, spray perfeitosanto, clutches que só ele consegue fazer. NaVi (time ucraniano) tinha s1mple, Flamie, electronic, Perfecto e B1ad3 chamando. Stockholm 2021 foi o moment em que s1mple finalmente conquistou aquele Major que todo mundo sabia que ele merecia. Rating de 1.36 no torneio todo. MVP da final. NaVi com 4 Majors no total agora.

S1mple ganhou praticamente todo prêmio individual de CS — Best Player do ano várias vezes, HLTV Top 1. Mas esse Major em Stockholm finalmente colocou ele no mesmo patamar que os campeões clássicos. Não é só o melhor jogador — agora é campeão Major.

O melhor Major que já existiu: IEM Rio 2022

Aí vem o momento que todo fan de CS nunca vai esquecer. IEM Rio 2022. Jeunesse Arena, Rio de Janeiro, 15 mil pessoas gritando em português. Você sabe aquele vibe que só Brasil consegue criar em esporte? Aquilo ali foi INSANO.

15 mil pessoas na Jeunesse Arena criaram uma atmosfera que, literalmente, ninguém nunca tinha visto em Major de CS antes. Chuta, abraço, gritaria. Quando Brasil chipava alguém era euforia total. Esse Major passou a ser considerado — e é consenso de comunidade — o melhor Major da história em termos de atmosfera, energia, vibração de torcida.

A FURIA não ganhou, mas Brazil chegou perto demais. Casually ter 15 mil pessoas gritando pelo seu país em um Major é coisa que outros países sonham ter.

De 2023 até 2025: novos campeões

Depois de IEM Rio, temos visto diversidade de campeões. Não é mais Astralis ou NaVi garantido. Teams como FaZe Clan, MIBR, FTS e outros chegam pra briga de Major. O nível competitivo subiu tanto que qualquer top 10 tem chance real de levantar troféu.

A Inteligência Artificial vai mudando o jogo — aimbot detection melhorou, VAC fica mais esperto, mas skill raw continua sendo o que conta. Spray patterns, positioning, game sense — essas coisas máquina não tira.

Os números e o legado

24 Majors de CS significa 24 histórias diferentes. Astralis com 4, NaVi com 4, SK Gaming com 2, FaZe, Fnatic, Gambit e Outlaws com 1 cada. Prize pool foi de $250 mil em 2014 pra $1.25 milhão agora — multiplicado por 5 em uma década.

Brasil tem 2 Majors (ambos SK/Luminosity 2016), uma final de Major (MIBR 2022), e praticamente colocou duzentos mil brasileiros vibrando na Jeunesse Arena. Contando também os brasileiros que jogam em times internacionais — FalleN ainda tá ativo, coldzera é lenda, TACO, fer, HEN1 todos deixaram marca.

Counter-Strike é jogo de precisão, tática e paciência. Majors são onde isso fica mais claro. E o Brasil provou que consegue jogar esse jogo no highest level.

Os próximos Majors vão acontecer, campeões vão ser coroados, e a história vai continuar escrita. Mas 24 edições já nos mostraram que Counter-Strike é pra ficar — e o Brasil tá ali, no meio de tudo que importa.